PMGCA - PROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICA DA CANA-DE-AÇUCAR

Laboratórios

Veja os laboratórios que trabalhamos.

LANEM - Laboratório de Nematologia

Importância de nematóides na produção agrícola

Nematóides fitoparasitos atacam raízes, tubérculos e em alguns casos até a parte aérea de diversas culturas causando prejuízos seja diretamente ou indiretamente, por reduzir a produtividade e a qualidade dos produtos agrícolas, por limitar a utilização de áreas infestadas, por requerer utilização de métodos de controle e por induzir à utilização complementar de nutrientes, os quais não podem ser absorvidos pela planta devido aos danos já causados às raízes.

Por que é necessário conhecer níveis de infestação por nematóides

Como os sintomas de ataque de plantas por nematóides podem ser confundidos com outras causas tais como fome de minerais, compactação de solo, excesso ou falta de umidade, é imprescindível que se determine os níveis de ocorrência de nematóides fitoparasitos antes que qualquer medida corretiva seja tomada. Nematóides em geral ocorrem em todas as áreas mas somente gêneros como Meloidogyne, Pratylenchus, Heterodera (em soja), Radopholus, Tylenchulus e Rotylenchulus causam perdas dependendo do nível de infestação na área.

Estrutura do laboratório de análises nematológicas

O Laboratório de Nematologia do DBV/CCA dispõe de equipamentos necessários para determinação de níveis de ocorrência de nematóides através do processamento de amostras de solo e raízes de plantas, quantificação dos parasitos reconhecidamente prejudiciais às diversas culturas, sejam elas anuais, semiperenes ou perenes. Plantas no campo ou em viveiros podem ser analisadas.

RESPONSÁVEL: Prof.ª Drª . Marineide Mendonça Aguillera

LAMAM - Laboratório de Microbiologia Agrícola e Molecular

Clique aqui para acessar o site do laboratório

LAGEM - Laboratório de Genética Molecular

ESTRUTURA

O LAGEM foi formado com recursos da UFSCar e da FAPESP. É constituído por salas de aula, de informática, biblioteca e diversos laboratórios com equipamentos de última geração. Dentre as suas atribuições se destacam: diagnose de doenças de diferentes culturas, seqüenciamento genético de microorganismos, orientação de alunos, pesquisas diversas, etc.

PESSOAL

O LAGEM conta com Alfredo S. Urashima, Agrônomo responsável, com Ph.D. em Fitopatologia, Maria Luiza S. Marchi, Bióloga com ampla experiência em atividades de laboratório, Lauricema B.L. Marchetti, Bióloga que trabalha com serviços diagnóstico de raquitismo-da-soqueira desde o início desse serviço e Analucia Cerri Arruda, Bióloga que vem se dedicando a atividades com manipulação de DNA de diferentes organismos.


SERVIÇOS
DIAGNOSE GOMOSE E CVC

GOMOSE

IMPORTÂNCIA

A gomose é considerada uma das principais doenças de citros em todo o mundo. Causa danos como tombamento, lesões em folhas, brotos novos e hastes, podridão do pé, de raízes e radicelas e gomose em tronco e ramos. Resultados desses ataques vão variar desde amarelecimento das folhas, murcha, desfolha, depauperamento de toda a parte aérea, seca de ramos e morte de toda a planta.

Agente causal: O patógeno agente causal compreende várias espécies do gênero Phytophthora, sendo que no Brasil se destacam as espécies P. citrophthora, P. parasítica, P. cinnamomi e P. palmivora. Atuam numa ampla faixa de temperatura sendo, porém, essencial a presença de água livre. Qualquer estresse também favorece a doença. Podem formar vários ciclos da doença em poucos dias e, uma vez no solo, produzem estruturas de resistência que permitem ao patógeno sobrevivência por vários anos.
CLOROSE VARIEGADA DOS CITROS (CVC)

IMPORTÂNCIA

A Clorose Variegada dos Citros (CVC), também conhecida como “amarelinho dos citros”, afeta todas as variedades de laranja doce (Pera, Natal, Hamlin, Valência, Folha Murcha, Baianinha, Barão, etc.) sobre diferentes porta-enxertos (limão Cravo, Trifoliata, tangerinas Cleópatra e Sunki, laranja Caipira, etc.) causando enormes perdas para o setor. Em tangerineiras comerciais (Cravo, Poncan), tangor Murcote, limões verdadeiros (Siciliano, Eureca) e lima ácida Galego, não têm sido encontrados sintomas mesmo quando as plantas estão localizadas em áreas altamente infectadas.

Agente causal: O agente causal desta doença é uma bactéria gram-negativa denominada Xylella fastidiosa, que infecta os vasos do xilema da planta. As cigarrinhas da família Cicadellidae que, pelo tipo de aparelho bucal têm capacidade de atingir o xilema de plantas cítricas, são os vetores desta doença

QUALIDADE DO SERVIÇO

O Laboratório de Genética Molecular (LAGEM) foi um dos primeiros laboratórios de Universidades Públicas a ser credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em conformidade ao sistema de qualidade ISO 17025, de acordo com a portaria N°138 de 09/08/2004, publicada em D.O.U de 18/08/2004, como Laboratório de Diagnóstico Fitossanitário Oficial para realizar análises de Phytophthora spp e X. fastidiosa.

Este sistema de qualidade foi concedido após rigorosa inspeção do Ministério da Agricultura sobre a qualificação dos técnicos responsáveis e dos serviços executados.

Portanto, as diagnoses são realizadas com as mais modernas técnicas e tem a garantia de qualidade, rapidez e confiança nos serviços executados.


RAQUITISMO DA SOQUEIRA

OBJETIVOS DAS AVALIAÇÕES

O diagnóstico do raquitismo-das-soqueiras da cana-de-açúcar (RSD) é realizado com o objetivo de se avaliar a incidência e determinar os níveis de infecção da bactéria em viveiros de mudas e canaviais comerciais, facilitando as medidas de controle.

TRANSMISSÃO

O raquitismo-das-soqueiras causado pela bactéria Leifsonia xyli subsp. xyli é transmitido por colmos ou toletes provenientes de plantas doentes. A transmissão ocorre quando facões cortam plantas sadias depois de terem cortado plantas colonizadas pela bactéria. Da mesma forma, colheitadeiras e plantadoras de cana-de-açúcar também são responsáveis pela transmissão da bactéria.
SINTOMAS DA DOENÇA

Os sintomas mais comuns são crescimento irregular e retardado, subdesenvolvimento e encurtamento dos colmos, baixo perfilhamento e, em condições extremas, aspecto de murcha, necrose nas pontas e bordas das folhas de plantas de cana-de-açúcar. Internamente ocorre pontuações ou vírgulas avermelhadas localizados na região inferior do nó e coloração rosa nos tecidos meristemáticos de plantas jovens. Estes sintomas, no entanto, não são específicos do RSD, ocorrendo também em função de outras doenças como: escaldadura das folhas e estágios iniciais de prodridão de fusarium e gomose.

RECOMENDAÇÕES PRELIMINARES

Recomenda-se a desinfestação dos objetos de corte, tais como podões e lâminas das colheitadeiras a cada mudança de talhão, em áreas suspeitas ou com diagnóstico positivo da doença. O tratamento térmico, é recomendado para multiplicação e produção comercial para evitar perdas de produção durante o ciclo da cultura. É muito importante a correta utilização do tratamento térmico, uma vez que, qualquer desvio do ideal pode levar ao fracasso de todo o processo. Recomenda-se 50,5 ºC por 2 horas.

RECOMENDAÇÕES PARA COLETA DE AMOSTRAS PARA DIAGNÓSTICOS

RESPONSÁVEL: Prof. Dr. Alfredo S. Urashima
ENDEREÇO:
Araras - São Paulo - Brasil
CEP: 13600-970 CP 153
Endereço de correio eletrônico
Informações gerais: alfredo@cca.ufscar.br