PMGCA - PROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICA DA CANA-DE-AÇUCAR

A trajetória do programa de melhoramento de cana da UFG é meteórica, em sintonia com o setor em Goiás

A trajetória do programa de melhoramento de cana da UFG é meteórica, em sintonia com o setor em Goiás

A trajetória do programa de melhoramento de cana da UFG é meteórica, em sintonia com o setor em Goiás
Em novembro, a Universidade Federal de Goiás lançou sua primeira variedade de cana desde que foi criado na instituição, no início da década passada, o Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar (PMGCA) da UFG.

O primeiro material desenvolvido é a RB034045, lançado por Goiás durante o Encontro Nacional da RIDESA (Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético), que aconteceu em Ribeirão Preto.

Quem acompanhou de perto o nascimento da primeira variedade de cana goiana foi Edward Madureira Brasil, professor da Universidade Federal de Goiás, da área de melhoramento genético de plantas. Na verdade, ele também se sente pai da RB034045, uma vez que era diretor da escola de Agronomia da UFG quando, percebendo a importância que o setor sucroenergético já assumia em Goiás, decidiu-se pela criação do programa de melhoramento na universidade.

Na época Goiás era apenas o oitavo estado do país em produção de cana; hoje já é o segundo, atrás apenas de São Paulo. “Naquele momento conseguimos antever o que aconteceria com o estado. Por razões óbvias, como pela localização estratégica do estado – situado no centro do país -, por ter terras já beneficiadas e disponíveis, Goiás também tinha grande potencial para o desenvolvimento da cana-de-açúcar, como já tinha acontecido com São Paulo e o Triângulo Mineiro. Seria natural a cultura ganhar mais força no estado”, relata Edward.

Antes da criação do PMGCA da RIDESA no Estado, o setor sucroenergético de Goiás era atendido pelo Programa de Melhoramento da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). “Era um esforço adicional dos técnicos e pesquisadores de São Paulo, que no momento certo tiveram a grandeza de apostar em uma universidade ainda sem tradição de pesquisa em cana para que passasse a gerir um programa de cana-de-açúcar.” Edward conta que, naquele momento, o PMGCA goiano começou a levar as sementes de cana para serem germinadas em Goiás, porque se entendia que a primeira fase de seleção seria decisiva para a adaptação das cultivares no estado. “E aquele trabalho deu frutos.

Hoje, 11 anos depois, temos a primeira variedade lançada, a 4045, e já temos várias outras na forma em fase de pré-lançamento. Em breve teremos mais novidades”, relata o professor da UFG. Segundo ele, a trajetória do programa de melhoramento de cana da UFG é meteórica, em sintonia com a expansão do setor sucroenergético de Goiás. “Mas isso só foi possível por existir uma Rede chamada RIDESA, e porque um dia a UFSCar apostou na criação deste programa em Goiás”, salienta.  

NOVOS DESAFIOS EM BRASÍLIA

Edward chegou a ser presidente nacional da RIDESA, quando foi reitor da UFG. Mas recentemente ele assumiu outro desafio, mas em Brasília.  Agora é o responsável pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“A nossa presença, de um ex-presidente da RIDESA, dentro do Ministério vai contribuir muito para trabalhar na visibilidade de tudo que é feito na Rede. Faremos uma interlocução de maneira intensa no governo com relação à RIDESA. Inclusive, vou levar para o ministro [Celso Pansera] toda a dimensão do que é feito no país em uma Rede com essa dimensão e que dá certo.”  

A RB034045


A primeira variedade da UFG tem boa brotação, alto perfilhamento em cana-planta e em cana-soca, com bom fechamento de entrelinhas e alta velocidade de crescimento. Tem produção agrícola média/alta, elevada quantidade de fibra, PUI médio e maturação média.

 

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