PMGCA - PROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICA DA CANA-DE-AÇUCAR

Sobre a PMGCA

Conheça um pouco mais sobre a nossa história.

Sobre o programa

O PMGCA (Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) é um grupo de pesquisa e extensão que tem como objetivo a obtenção de variedades de cana-de-açúcar melhoradas e adaptadas às diversas condições edafoclimáticas, ou seja, iguais ou superiores às variedades plantadas hoje comercialmente, atendendo as necessidades do setor sucroalcooleiro.

A equipe técnica do programa é composta por geneticistas, melhoristas, fitopatologistas, nematologistas, técnicos agrícolas, técnicos de laboratório e especialistas nas áreas de administração e suporte, pertencentes ao corpo de funcionários da UFSCar ou contratações diretas.

Colaborando com a equipe, há um expressivo grupo de empresas conveniadas crescente a cada ano, distribuídas em São Paulo e estados vizinhos, as quais conduzem experimentações de campo como parte do processo de seleção de novas variedades descrito no item processo de seleção. Estas empresas também participam fornecendo suporte financeiro para a sustentação do programa.

Empresas Parceiras

O PMGCA é responsável pela criação e manejo das variedades RB, possuindo centros experimentais localizados nos municípios de Araras e Valparaíso no estado de São Paulo com extensões em áreas fornecidas pelas empresas participantes do programa.


Centro de Ciências Agrárias - UFSCar - Araras

Histórico

A história do PMGCA originou-se em 1971, quando foi instituído o PLANALSUCAR - Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar, designado para atuar como área de pesquisas do antigo IAA – Instituto do Açúcar e do Álcool. O objetivo era renovar o elenco de variedades de cana-de-açúcar disponíveis, inclusive algumas importadas, sobre as quais se assentava a produção sucroalcooleira do país, e representado por variedades antigas, em cultivo já há vários anos, com sinais evidentes de deterioração, ou que haviam sido criadas para atender condições específicas de apenas algumas regiões produtoras. A criação do novo programa coincidiu com a expansão gerada pelo impulso que o Proálcool representou para a expansão da cultura da cana-de-açúcar. Este cenário foi perfeito para absorver os novos genótipos muitos dos quais se caracterizaram por serem ecléticos e, desta forma, atendiam a uma expressiva diversidade de condições edafo-climáticas, criada pela expansão das áreas de cultivo.


IAA / PLANALSUCAR

Numa primeira fase o programa teve abrangência nacional, com estações experimentais distribuídas nos principais estados produtores de açúcar e álcool. Nessa época foram criadas variedades, as quais são identificadas pela sigla RB, e que ainda hoje representam expressiva percentagem da área cultivada, como por exemplo, a RB72454. Após a extinção do PLANALSUCAR, ocorrida juntamente à do IAA em 1990, a RIDESA – Rede Interinstitucional de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro, grupo composto por 10 universidades, e mais recentemente as Universidades Federais do Piauí e Mato Grosso, absorveu todo o trabalho de pesquisa anteriormente desenvolvido pelo PLANALSUCAR, dando, portanto, não somente continuidade ao programa de criação de variedades novas, mas ampliando-o para atender a crescente demanda do setor, inclusive com variedades que permitem a ampliação do período de colheita, com a criação de variedades mais precoces.

As universidades que compõem a RIDESA são as seguintes:

O PMGCA, programa desenvolvido pela UFSCar, continuou sua atuação em nível nacional, interagindo com pesquisadores das outras universidades participantes da RIDESA, mas com atuação centrada na região sudeste. As sementes utilizadas no processo de seleção continuaram a ser produzidas na Estação de Cruzamentos localizada em Serra do Ouro, Alagoas. Para viabilizar a execução das atividades do programa foi estabelecida parceria com produtores interessados em colaborar na obtenção de novas variedades, sendo, então, as fases experimentais do programa distribuídas em áreas de colaboradores que, desta forma, participam ativamente do processo de seleção genética.

Este programa tem sido constantemente renovado, contando com um número crescente de empresas parceiras. Como resultado, nesta nova etapa da existência do PMGCA, vinte e três variedades já foram liberadas, cinco delas em 1992, quatro em 1995, seis em 1998, quatro em 2001 e outras quatro em 2006

Processo de seleção

O PMGCA inicia seu trabalho através dos cruzamentos genéticos que são realizados na Estação de Cruzamento de Serra do Ouro, Murici-AL, sob a responsabilidade da equipe de melhoristas da cana-de-açúcar da UFAL, com a cotização de recursos e trabalho das demais universidades (RIDESA).

A estação situa-se à latitude 9º13'S, a 500 m de altitude, onde a pluviosidade média é de pelo menos 2.000 mm anuais e as temperaturas médias de 19,5 a 26,5ºC. Essas condições tornam aquela localidade muito propícia para o florescimento da maioria dos genótipos de cana-de-açúcar, como também para boa fertilidade de pólen.

Após a obtenção das sementes, depois das plântulas, as mesmas são plantadas em campos experimentais sediados no Centro de Ciências Agrárias da UFSCar, na Estação Experimental de Valparaíso e também, a partir da terceira fase de seleção (T3) são plantadas em áreas experimentais das Usinas Conveniadas nos diversos ambientes de produção, conforme pode ser observado no fluxograma abaixo.

Fluxograma Resumido das Fases de Seleção

Fotos de Algumas das Fases de Seleção

Flor Repicagem T1 - Campo

Cruzamento Biparental T1 - Pátio FE

(T1=primeira fase de seleção; T2=segunda fase de seleção; T3=terceira fase de seleção; FE=fase experimental; FM=fase de multiplicação; CM=curva de maturação; CCA=Centro de Ciências Agrárias; EVA=Estação Experimental de Valparaíso; CAR=Carvão; CBP=Complexo Broca-podridão; ESC=Escaldadura-das-folhas; ESV=Estrias-vermelhas; FER=Ferrugem; MOS=Mosaico; NEM=Nematóides; RAQ=Raquitismo-da-soqueira.)